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10 Dez 2008 

Tripé de Sustentação da Prevenção = Qualidade – Produtividade – Segurança

HAMMES, Mirian



Conforme Dieese (1994) apud. Barçante (1999), a falta de comunicação tem sido considerada como uma das principais causas reais dos problemas relativos à qualidade de produtos e serviços. A falta de comunicação pode gerar falsas expectativas, com reflexos desagradáveis em seus ambientes de trabalho, o que pode implicar em inevitáveis taxas de respostas contrárias a prevenção e, devido ao descaso para com a segurança, o não gerenciamento de riscos pode vir a culminar em acidentes de trabalho.
Os PAG’s – Planos de Ações Gerenciais devem ser simples, privilegiando idéias inovadoras, criativas e economicamente viáveis. Pois, se estiverem de acordo com a realidade da organização, será possível implementar tais ações, cujas mesmas serão percebidas em curto intervalo de tempo, propiciando numa melhoria do nível de satisfação dos trabalhadores. A pessoa responsável para elaborar o respectivo plano deve fazer as seguintes perguntas: “O quê? Por Quê? Como?” (BARÇANTE, 1999).

Ter foco na qualidade de vida dos trabalhadores é promover um clima organizacional favorável para exercerem tarefas inerentes as suas funções. A adoção desta estratégia é essencial para capturar as expectativas individuais ou do grupo, associadas às expectativas da organização. A partir daí, podemos mensurar se as crenças e valores, defendidas tem sido atendidas por ambas as partes, o que vem de encontro aos anseios e responsabilidades da organização. Mapear a realidade interna e buscar caminhos para a melhoria da QTV gera fortes expectativas nos trabalhadores. As estratégias adotadas pelas organizações visam à sobrevivência, à competitividade e a melhoria da qualidade de seus bens – produtos e serviços, tendo forte influência na qualidade de vida das pessoas (BOM SUCESSO, 1997).

As práticas de valorização dos potenciais humanos, agregados ao querer fazer, onde as altas direções devem implantar o programa: QVT – Qualidade de Vida no Trabalho, no qual deve fazer várias tentativas de medir o nível de satisfação dos trabalhadores, recorrendo a relatos pessoais.  Priorizar ações contribuintes para conduzir organizações à prevenção dos trabalhadores é oferecer diferenciais condizentes com os propósitos da segurança, bem como privilegiar e garantir êxito em programas específicos.

Figura 08 – Esquema Sugestões de Passos – Assertividade.                                                                             Fonte: Bom Sucesso (1997:160).A Reengenharia tem a sua aceitação comprometida por muitas organizações por causa da proposta de romper com o passado e começar tudo de novo. Tal idéia assusta empresários e técnicos, em submeter organizações a processos radicais e, desprezar o que vem dando certo, em prol de rumos desconhecidos. Algumas situações que exigem mudanças drásticas com rupturas de hábitos arraigados. Para transpor tais obstáculos, bem como administrar conflitos e impasses, é preciso mudar a consciência da cultura organizacional. Não se fazem mudanças sem dificuldades ou tensões, mas existem limites aceitáveis para promover a melhoria contínua (BOM SUCESSO, 1997).

Ao identificar e reconhecer riscos graves e perigos iminentes é prudente a adoção de modelos de gestão, tais como: Qualidade Total; Reengenharia de Processos e Downsizing, que podem exercer grande influência na luta contra a erradicação dos acidentes do trabalho e doenças profissionais ou ocupacionais. Ter a percepção da importância de gerenciar não conformidades capazes de gerar agravos à saúde, bem como danos a integridade física dos trabalhadores, significa garantir e lograr êxito no plano de ação proposto (DE CICCO, 1997).

Para gerar bons resultados, é de suma importância conhecer, bem como ter domínio acerca do gerenciamento de riscos, para fins de promover tal melhoria contínua. Mediante levantamento de dados, passamos a ter noção dos esforços despendidos, pois passam a ser de conhecimento de todos (Registros de acidentes de trabalho e doenças profissionais ou ocupacionais), cujos números são alarmantes no Brasil, bem como no exterior e que vem a representar um gasto de altas cifras (DE CICCO, 1997).

Figura 09 – Tripé de Sustentação da Qualidade (SEGURANÇA – QUALIDADE – PRODUTIVIDADE).Fonte: Criação do Acadêmico.

As palavras produtividade e qualidade permeiam toda a sociedade, como sendo um dos frutos da globalização econômica. Garantir um padrão de qualidade na linha de processos do segmento de vidros requer observações associadas aos trabalhadores em relação às características dos riscos que a atividade impõem.

Conforme Palmer (1976:107) apud. Carvalho e Nascimento (1998:303), “A principal finalidade da ergonomia consiste em harmonizar a relação homem-máquina, adaptando esta às peculiaridades daquele que a opera”. OU seja, cabe ao projetista conhecer essas limitações e, na medida do possível, tomar as providências necessárias para manter os trabalhadores fora destas faixas de risco.

A NR–17, Ergonomia, deve ser aplicada em sua íntegra nos postos de trabalho, procurando identificar e reconhecer fatores de riscos graves e perigos iminentes, antes que estes gerem conseqüências aos trabalhadores expostos aos respectivos postos de trabalho. A implantação do projeto de ergonomia deve contemplar as necessidades dos trabalhadores, a fim de satisfazer os anseios da empresa, bem como atender a legislação em vigor, além de promover o bem estar dos trabalhadores em geral.

 Figura 10 – Ergonomia – Adaptar Máquinas ao Homem.Fonte: Palmer (1976:107) apud. Carvalho e Nascimento (1998:303).

Para Carvalho e Nascimento (2002:303), “A relação homem versus máquina consiste em envolver a máquina ao trabalhador”. Ou seja, “Tanto o operário como o componente físico de suas tarefas, têm características e que exigem tratamento diferenciado para cada situação de trabalho”. Esta associação pode se tornar uma ferramenta de indicação dos setores ou tarefas de maiores riscos ambientais inseridos no ambiente de trabalho.

O tratamento diferenciado, citado pelos autores, faz parte de uma série de decisões prevencionistas a serem tomadas no aspecto ambiental e ergonômico, as quais merecem a atenção especial dos gestores, principalmente quando esta gestão está voltada para o setor industrial, que é o mais afetado, por apresentar um número elevado de tarefas repetitivas de características insalubres e perigosas.

Conforme Carvalho e Nascimento (1992:77) e (1992:153), “Recrutar os bons, para dentre eles selecionar os melhores, é a palavra de ordem, onde e quando a eficiência constitui o objetivo a atingir” e “Aprender significa modificar a conduta e não, simplesmente, acumular conhecimentos”.

As empresas que têm a percepção a tempo, de entender as frases descritas acima, têm menos dificuldades para enfrentar os novos tempos, haja vista que o segredo do sucesso está nas pessoas que formam as equipes de trabalho auto geridas destas organizações que aprendem. Este tem sido o grande segredo das empresas bem sucedidas, que atingem com êxito os seus propósitos muito antes das concorrentes, sendo estas denominadas TOP de linha ou líderes de mercado, onde a conquista se deve as pessoas que trabalham nas respectivas organizações de sucesso.

Figura 11 – FORÇAS EM TRANSFORMAÇÃOFonte: Criação do Acadêmico.

Os fatores humanos, incluindo cultura, políticas, etc., dentro das organizações, podem determinar ou destruir a eficácia de qualquer SGQ – Sistema de Gestão de Qualidade, e devem ser considerados na implementação do processo. A alta administração da organização deve definir, documentar e ratificar sua política voltada a SST – Saúde e Segurança do Trabalhador. A administração deve se assegurar que a política voltada a SST, contemple os seguintes itens:

Ü      Reconhecer a SST como parte integrante do desempenho dos seus negócios;Ü      Alcançar um alto nível de desempenho da SST, em conformidade com os requisitos legais, bem como para a melhoria contínua do desempenho em termos de custo-eficácia;Ü      Fornecer recursos adequados e apropriados para implementar a política;Ü      O estabelecimento e publicação dos objetivos da SST, mesmo que somente através de comunicação interna;Ü      Colocar a gestão da SST como uma primeira responsabilidade dos gerentes de linha, do mais alto executivo ao primeiro nível de supervisão;Ü      Assegurar seu entendimento, implementação e manutenção em todos os níveis da organização;Ü      O envolvimento e consulta aos funcionários para obter comprometimento dos mesmos em relação à política de SST e sua implementação;Ü      A análise crítica periódica da política e do Sistema de Gestão, e a auditoria de conformidade com a política;Ü      Assegurar que os funcionários de todos os níveis recebam treinamento apropriado, e sejam competentes para executar seus deveres e responsabilidades (DE CICCO, 1997).

Conforme De Cicco no texto A Parte Central (1997:49-52), é importante que o sucesso, ou falha de qualquer atividade planejada possa ser claramente percebido. Isso envolve a identificação dos requisitos de SST e o estabelecimento claro dos critérios de desempenho: “(a) Definir o que é para ser feito; (b) Definir quem é o responsável; (c) Definir quando é para ser feito; (d) Definir qual o resultado desejado”.

PREVENÇÃO

   

O que Fazer?

Quem Fará?
Quando Fará?
Como Fazer?
   
Figura 12 – Objetivos da Segurança e Medicina do TrabalhoFonte: Criação do Acadêmico.

Conforme De Cicco no texto A Parte Central (1997:49-52), as organizações devem tomar providências para assegurar que os documentos estejam atualizados e sejam aplicáveis aos propósitos para os quais foram criados, para que tais atividades sejam conduzidas de forma segura, de acordo com as medidas definidas: “(a) Definir a alocação de responsabilidades, inclusive financeira, na estrutura de gestão; (b) Assegura que as pessoas tenham a autoridade necessária para desempenhar as suas responsabilidades; (c) Alocar recursos adequados dimensionados ao seu porte e natureza”. A maioria das pessoas associa sistemas de qualidade a inspeções, testes e auditorias.

Na verdade, essas atividades são formas de avaliações que identificam e permite a correção de erros e falhas depois de ocorrido o fato. A auditoria interna é um dos elementos fundamentais na Gestão da Saúde e Segurança do Trabalho – SST, pois através de fatos consumados, servirão de subsídios confiáveis para fins de orientar e nortear a tomada de decisões, bem como otimizar procedimentos atuais e futuros.

O Check List utilizado nas auditorias é uma técnica muito eficaz, ferramenta imprescindível que nos permite fazer uma leitura criteriosa a despeito de um determinado ambiente em um certo espaço de tempo. Onde, através de registros verdadeiros e confiáveis, servirão de base para mensurar a extensão de um determinado problema ou fato (DE CICCO, 1997).

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10 Dez 2008 

Identificação e Reconhecimento dos Riscos Ambientais no Trabalho


HAMMES, Mirian



Conforme De Cicco no texto Avaliação de Riscos (1997), ter competência em
levantar dados técnicos confiáveis sem interferir na produtividade, é reunir subsídios necessários, a serem utilizados em cálculos matemáticos com simulações de fenômenos, aplicáveis na redução de perdas e desperdícios, bem e rentabilidade da organização. Evitar erros e falhas em processo significa ter mais disponibilidade de tempo na melhoria das condições gerais de trabalho, cuja tendência conduz a redução de incalculáveis prejuízos às organizações versus trabalhadores.



É imprescindível considerar alguns fatores primordiais, tais como: Identificar a categoria do risco; Identificar a causa e fonte geradora; Observar os efeitos sobre o trabalhador; Adotar medidas de controle eficazes. Mensurar potenciais de riscos graves e perigos iminentes em postos de trabalho, através de Check List, para fins de detectar irregularidades inseridas em ambientes de trabalho – análises setoriais, concerne promover prevenção ao se antecipar ao problema, ao implantar o rodízio de função, reduzir o tempo de exposição dos trabalhadores, além de alinhar processos de gestão.


Suscetibilidade – TRABALHADORFigura 07 – Gravidade dos Acidentes de TrabalhoFonte: Criação do Acadêmico.


Conforme De Cicco no texto Avaliação de Riscos (1997), o objetivo central é manter riscos graves e perigos iminentes associados à organização, abaixo dos valores – limites tolerados. Estes agentes podem ser de ordem física, química, biológica, ergonômica, mecânica, ou combinados entre si, os quais sejam capazes de causar acidentes de trabalho e doenças profissionais ou ocupacionais, em função de sua natureza, concentração, intensidade e tempo de exposição.



Não basta eliminar riscos graves e perigos iminentes, é preciso ir além; onde a priori, é conveniente implantar um programa de treinamento aos colaboradores, envolvendo profissionais altamente qualificados em prevenção de acidentes de trabalho, com o objetivo de conscientizar as pessoas quanto da importância e necessidade de se praticar prevenção no ambiente de trabalho.



As organizações devem adaptar os princípios e práticas da avaliação de riscos graves e perigos iminentes de forma que atendam as suas próprias necessidades, levando em consideração a natureza de seus trabalhos, bem como a gravidade e complexidade dos seus riscos ambientais. As avaliações de riscos devem ser realizadas por pessoal competente, com conhecimento prático das atividades de trabalho, preferivelmente com colegas de outras áreas da organização que possam dar maior objetividade.



A avaliação de riscos envolve três passos básicos: “(a) Identificar perigos; (b) Estimar qual o risco de cada perigo, ou seja, a probabilidade e a gravidade do dano; (c) Decidir se o risco é tolerável”. Por isso, é prudente que as organizações sigam alguns critérios básicos para execução de uma avaliação de riscos ambientais eficaz, no qual devem seguir os seguintes passos:


Ü      Classificar as atividades de trabalho – Preparar lista de atividades de trabalho, que contemple suas edificações e instalações, pessoal e procedimentos, e obter informações sobre eles;Ü      Identificar os perigos – Identificar todos os perigos significativos relativos a cada atividade de trabalho. Levar em consideração quem poderia sofrer danos e como;Ü      Determinar os riscos – Fazer uma estimativa subjetiva do risco ambiental associado a cada perigo, considerando que os controles existentes ou planejados, estejam funcionando;Ü      Decidir se o risco é tolerável – Julgar se as precauções de SST existentes ou planejadas (Se houver) são suficientes para manter os perigos sob controle e para atender os requisitos legais;Ü      Preparar plano de ação para o controle do risco – Preparar um plano de ação para tratar quaisquer questões encontradas na avaliação que requeiram atenção. As organizações devem assegurar que os controles novos e os existentes estejam em funcionamento, bem como sejam eficazes;Ü      Analisar criticamente a adequação do plano de ação – Reavaliar os riscos ambientais em função dos controles revisados, e verificar se os riscos são toleráveis (DE CICCO, 1997).


As organizações devem preparar um formulário simples, no qual serão registradas as observações feitas pelo avaliador responsável pela inspeção e, deve contemplar os seguintes itens para avaliação dos riscos eficaz: “Atividade de trabalho; – Perigo (s); – Controles ativos; – Pessoal sujeito a riscos ambientais; – Probabilidade de danos; – Gravidade dos danos; – Níveis de riscos ambientais; – Ação a ser tomada após a avaliação; – Detalhes administrativos, por exemplo: Nome do avaliador, data, etc...”.  Deve ser elaborado um plano de controle simples, baseado nas categorias de riscos, que classifique os níveis de riscos, bem como observe providências cabíveis à situação:


Ü      Trivial – Não é requerida nenhuma ação, e não é necessário conservar registros documentados;Ü      Tolerável – Não exige controles adicionais. Devem ser feitas considerações sobre a solução de custo mais eficaz ou melhorias que não imponham uma carga de custos adicionais. É requerido monitoramento, para assegurar que os controles são mantidos;Ü      Moderado – Devem ser feitos esforços para reduzir o risco ambiental, mas os custos de prevenção devem ser cuidadosamente medidos e limitados. As medidas para a redução do risco ambiental devem ser implementadas dentro de um período de tempo definido. Quando o risco ambiental moderado está associado a conseqüências altamente prejudiciais, pode ser necessária uma avaliação adicional para estabelecer mais precisamente a probabilidade do dano, como base para determinar a necessidade de melhores medidas de controle;Ü      Substancial – O trabalho não deve ser iniciado até que o risco ambiental tenha sido reduzido. Recursos consideráveis podem ter que ser alocados para reduzir o risco ambiental. Se o risco ambiental envolve trabalho em desenvolvimento, deve ser tomada uma ação urgente;


Ü     Intolerável – O trabalho não deve ser iniciado ou continuado até que o risco ambiental tenha sido reduzido. Se não é possível reduzir o risco, mesmo com recursos ilimitados, o trabalho tem que permanecer proibido (DE CICCO, 1997).



É muito importante avaliar se a situação de trabalho permite respeitar as diferenças pessoais, bem ritmos individuais. Ou seja, o indivíduo deve ter a performance para a respectiva função, pois o corpo humano sempre responde as mudanças nocivas à saúde. É preciso ter foco nos objetivos e para tal, teremos que rever os nossos conceitos quanto à maneira correta de praticar prevenção, dando se ênfase aos seguintes quesitos:


Ü       Direcionar as suas ações a partir das necessidades e expectativas de seus clientes;Ü       Ter sua alta direção comprometida e envolvida pessoalmente com a busca da excelência em qualidade;Ü       Preocupar-se em satisfazer os seus funcionários, investindo no desenvolvimento dos mesmos, e trilhando novos caminhos para envolvê-los na solução de problemas e no processo decisório;Ü       Integrar, nos esforços de qualidade total, ações efetivas voltadas para segurança, saúde, bem-estar e moral de seus funcionários;Ü       Considerar, em seus sistemas de qualidade, a sua responsabilidade comunitária em termos de ética de negócios, segurança e saúde pública, e proteção ambiental;Ü       Dar maior ênfase à prevenção de perdas e desperdício, ao embutir qualidade em seus produtos, serviços e processos de produção (DE CICCO, 1997).


Conforme De Cicco no texto Avaliação de Riscos (1997), o êxito de uma empresa depende, cada vez mais, da qualidade, bem como do envolvimento e comprometimento dos trabalhadores. O vínculo estreito entre a satisfação dos funcionários e a satisfação dos clientes cria uma relação de co-responsabilidade entre a empresa e os funcionários. Em função disso, a medida de satisfação dos funcionários proporciona um importante indicador dos esforços da organização no sentido de melhorar a satisfação dos clientes e o desempenho operacional.



A melhoria do desempenho da empresa requer melhorias em todos os níveis. Por sua vez, isso depende das habilidades e da dedicação da totalidade dos trabalhadores.  

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10 Dez 2008 

Gerenciamento de Riscos Ambientais


HAMMES, Mirian



Conforme De Cicco no texto Revendo Conceitos (1997), é incondicional a responsabilidade das organizações, em propiciar e garantir programas com significativas modificações que contemplem premissas básicas focadas na prevenção, ajustáveis através das divisões de tarefas, entre elas: Organizar e gerenciar de forma intensiva, um completo programa de manutenção; Integrar e coordenar discussões em reuniões periódicas com supervisores para avaliar resultados alcançados; Adotar técnicas ou medidas de controle para reduzir variáveis que possam corroborar na ocorrência de acidentes de trabalho.



Os trabalhadores devem ser conscientizados quanto aos riscos graves e perigos iminentes, para fins de evitar exposições prolongadas. Administrar conflitos é produzir elementos chaves nas organizações influenciadas por palavras de ordem e disciplina, essenciais para o gerenciamento de riscos. Buscar excelência é integrar a QVT – Qualidade de Vida no Trabalho, ao priorizar produtividade sem gerar distúrbios e agravos à saúde física e mental, bem como danos integridade física dos trabalhadores. Ao criar e intensificar programas de segurança, ações integradas à prevenção dos trabalhadores, é garantir diferencial em competitividade.



Conforme De Cicco no texto Revendo Conceitos (1997), promover segurança no trabalho é buscar a melhoria contínua da organização, através de fatores voltados à prevenção, saúde, bem-estar e moral dos trabalhadores. É função empresarial eliminar os riscos graves e perigos iminentes de gerar acidentes de trabalho dentro da organização é questão de bom senso e respeito às pessoas. As metas e objetivos do plano de ação devem contemplar o gerenciamento de riscos ambientais, onde parte das intenções é a elaboração de treinamentos aplicáveis em linguagem simples e direta, para fins de persuadir trabalhadores e garantir a participação das forças de trabalho.



Cabe a organização criar condições que dêem autonomia aos serviços especializados – SESMT, a estudar, localizar, classificar, minimizar, assumir ou transferir os riscos previsíveis inerentes a qualquer atividade, oferecendo cobertura contra o infortúnio. Há de se considerar, que não existe cobertura total na execução das tarefas inerentes a função, devido a probabilidade da ocorrência de algum infortúnio nos empreendimentos humanos.


Mesmo utilizando ferramentas modernas da administração, associadas à segurança do trabalho, as medidas de segurança nunca serão o bastante para assegurar relativa estabilidade necessária ao bom funcionamento do processo. Isto requer não só um gerenciamento efetivo, mas também o conhecimento, a avaliação da freqüência e conseqüência do evento perigoso. Conforme De Cicco no texto Avaliação de Riscos (1997), o gerenciamento dos riscos deve ser uma combinação de esforços entre a empresa e seus colaboradores, e isto requer dos gestores, o conhecimento das políticas da empresa, da missão, do poder de decisão, do alto espírito de liderança e colaboradores qualificados, treinados, conscientes e conhecedores de seus postos de trabalho. Portanto, cabe ao gerente da organização, contemplar em seu planejamento, o índice de satisfação dos empregados no trabalho, pois é um fator importante quanto ao sucesso da implantação de um programa de eliminação de riscos, já que em muitos casos, exige mudanças na organização, o que pode resultar em resistências que merecem tratamentos adequados e muitas vezes, particularizados e individualizados.Controle é a função do processo administrativo que mediante a comparação com padrões previamente estabelecidos, procura medir e avaliar o desempenho, bem como o resultado das ações aplicadas, com a finalidade de realimentar os tomadores de decisões, de forma que possam corrigir ou reforçar esse desempenho. Ou ainda, interferir em funções do processo administrativo para assegurar que os resultados satisfaçam aos desafios e aos objetivos estabelecidos (CHIAVENATO, 2000).Conforme De Cicco no texto Avaliação de Riscos (1997), a estratégia global deve contemplar metas e objetivos preestabelecidos a serem alcançados pela organização, e definir a hierarquia dos riscos a serem integrados no plano de ação, conforme grau de riscos. É imprescindível ter competência gerencial para coordenar atividades de forma centrada e segura, ficando em evidência a importância da hierarquização dos riscos, cuja prioridade é evitar prejuízos financeiros e desperdícios, atribuídas a atitudes contrárias aos princípios básicos da segurança, com fortes tendências de gerar agravos à saúde física e mental, bem como danos a integridade física dos trabalhadores.


O planejamento estratégico deve definir o que é para ser feito; quem é o responsável; quando é para ser feito; e definir qual o resultado esperado, onde as tarefas inerentes ao processo se darão de forma ordenada, com muito zelo e atenção, para que possa lograr êxito.



Adotar medidas eficazes é ter reflexos imediatos na redução do absenteísmo, é melhorar o nível de satisfação dos trabalhadores ao eliminar o stress do ambiente. Não há mais como trabalhar de forma isolada, já que o problema de riscos graves e perigos iminentes são inevitáveis. Em virtude de sua complexidade, devem ser combatidos por todos integrantes da empresa, ou seja, o aspecto preventivo se tornou uma ferramenta vital de necessidade cada vez maior no ambiente de trabalho.

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10 Dez 2008 

Prevenção de Acidentes de Trabalho

HAMMES, Mirian



Os objetivos da Higiene do Trabalho ou Higiene Industrial são de caráter preventivo, pois tem a pretensão de promover a saúde, bem como o conforto do trabalhador, evitando que adoeça e se ausente provisória ou definitivamente do trabalho. Entre os objetivos principais da HT estão:
Ü      Eliminação das causas das doenças profissionais ou ocupacionais;Ü      Redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos;Ü      Prevenção de agravamento de doenças e leões;Ü      Manutenção da saúde dos trabalhadores, bem como aumento da produtividade por meio de controle do ambiente de trabalho (CHIAVENATO, 1989).Estes objetivos poderão ser obtidos através da seguinte forma:Ü      Pela educação dos operários, chefes, capatazes, gerentes, etc., indicando os riscos graves e perigos iminentes, ensinando como evitá-los;Ü      Mantendo constantes estados de alerta contra os riscos graves e perigos iminentes na fábrica;Ü      Pelos estudos e observações dos novos processos ou materiais a serem utilizados (CHIAVENATO, 1989).


Conforme Chiavenato (1989), para gerar bons resultados, voltados à política de valorização do corpo funcional, todos esforços despendidos devem atuar na raiz do problema, trinômio: (Reconhecer o risco ou perigo – Avaliar o risco ou perigo – Controlar o risco ou perigo). O diagrama de árvore – causas e efeitos pode ser um facilitador para gerar produtividade, livre das ações de riscos graves e perigos iminentes.



A conscientização da importância da prevenção de acidentes exerce papel fundamental nas organizações, pois resulta em sensível redução de ocorrências (Registros de acidentes de trabalho e doenças profissionais ou ocupacionais), capazes de gerar agravos à saúde física e mental, bem como danos à integridade física dos trabalhadores. Nunca serão suficientes os esforços despendidos em relação aos princípios básicos da segurança do trabalho, pois qualidade de vida no trabalho é buscar a prevenção em sua essência, o que ainda é um sonho distante a realizar.



É prudente ter conhecimento de alguns meios de defesa em caso de acidente de trabalho gerador de responsabilidade civil:


Ü      Culpa exclusiva da vítima: Quem por culpa própria e exclusiva provoca o acidente que o prejudica, deve assumir integralmente a responsabilidade pelas próprias lesões sofridas;Ü      Culpa concorrente: Havendo culpa concorrente, do agente e da vítima, não há exoneração do dever de indenizar, haverá apenas a repartição proporcional dos prejuízos;Ü      Autonomia das culpas: A culpa de um excluirá a culpa do outro. Só uma delas é a geradora da ocorrência do dano;Ü      Só a prevenção resolve (CAMPOS, 1998).


Conforme Campos no texto Prevenir é Solução (1998), a responsabilidade pela prevenção de acidentes de trabalho saiu do âmbito restrito e impessoal do SESMT – serviços especializados, e foi para o chão fábrica, que ao identificar a estreita relação entre a tecnologia obsoleta e o risco ambiental, deve imediatamente interromper as tarefas inerentes a sua função, a fim de resguardar a segurança do trabalhador. As recomendações de segurança devem, determinar com razoável exatidão, a adoção de providências ou procedimentos cabíveis na solução de irregularidades, vindo a justificar a importância de elaborar um manual de segurança no trabalho.



Conforme Chiavenato (1989) apud. Carvalho e Nascimento (1992),


Segurança do trabalho é fazer uso da Legislação (Normas e Leis), sendo a mesma definida como conjunto de medidas, normas e procedimentos – ciências e tecnologias adotadas, que tem a pretensão de promover a saúde e proteger a integridade física do trabalhador no local de trabalho, no que se refere à questão da segurança e da higiene do trabalho. Seu objetivo básico envolve a prevenção de riscos ambientais, visando minimizar os acidentes e incidentes de trabalho, bem como as doenças ocupacionais ou profissionais (CHIAVENATO, 1989).


As organizações versus trabalhadores, engajados na luta sem tréguas contra acidentes de trabalho, não têm logrado êxito, pois dão conta de que não têm se encontrado um método eficaz capaz de evitar tais eventos indesejáveis. A não observância dos princípios básicos de segurança induz trabalhadores, a descumprirem regulamentos internos, contribuindo para incidência de acidentes graves, mutilado e ceifando vidas. O que faz com que as organizações adotem sistemas complexos de recompensas e punições para manterem os seus trabalhadores dentro dos comportamentos esperados.



Conforme Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000), a prevenção envolve pensar, analisar e planejar os processos, a fim de determinar em que parte do processo, possam estar ocorrendo falhas e erros, e a seguir tomar as medidas necessárias para impedir que estas aconteçam. O sistema que faz a qualidade acontecer é a prevenção: eliminação dos erros e falhas antes que eles ocorram. Portanto, é o elemento-chave dessa estrutura conceitual: se houver a prática habitual de gerenciar e administrar com medidas preventivas as não-conformidades, será possível eliminar a ocorrência de acidentes de trabalho.




 Figura 06 – A Organização em seus vários ambientes.Fonte: Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000:29)


Conforme Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000), a análise ambiental vem evidenciar as variáveis que afetam as empresas pelos fatores determinantes, tais como: globalização; cadeia de valores; novos paradigmas; lucratividade; capacidade; mudança de parâmetros; tecnologia; indicadores de competência; capital intangível; bem como participação das pessoas envolvidas e comprometidas com o processo.



Um grande diferencial para a melhoria do desempenho operacional, é promover a satisfação da equipe de trabalho – dos funcionários em geral, através de um sistema de recompensas, como forma de reconhecimento aos esforços da organização, mediante cumprimento de desafios – metas e objetivos distantes. Os benefícios constituem os meios que a organização dispõe para satisfazer as necessidades básicas – humanas (Fisiológicas; Segurança; Sociais e Estima) no plano de fatores higiênicos que gerem bem estar aos seus trabalhadores em geral.



Conforme Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000), os caminhos que nos levam a algum lugar resultam de tomadas de decisões, nas quais as organizações devem agir para fins de se adaptarem as variáveis, ou condições do ambiente. A manutenção industrial, principal aliada do SESMT, deve contribuir incansavelmente de forma que atendam os seguintes quesitos básicos: métodos de organização; perfil das atividades desenvolvidas; recursos humanos envolvidos; custos; contratos de serviços; formas de controle; uso da informática; gestão da qualidade; qualificação profissional; máquinas e equipamentos – ferramentas manuais; segurança industrial; treinamentos diversos, além do crescimento e desenvolvimento tecnológico das empresas.

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10 Dez 2008 

Gestão Industrial – Processos Produtivos


HAMMES, Mirian



Conforme Chiavenato (2004), a era da industrialização clássica (1900-1950), representou um período de intensificação do fenômeno da industrialização com o surgimento da Revolução Industrial. Naquela fase, as pessoas eram consideradas como recursos de produção, bem como as máquinas e equipamentos, além do capital que formavam a concepção dos três fatores tradicionais de produção: Natureza, Capital e Trabalho. Na era da industrialização neoclássica (1950-1990), a velha concepção de Relações Industriais foi substituída por uma nova visão de ARH – Administração de Recursos Humanos. A partir daí, surge a era da informação (1990-Até os dias de hoje).



Conforme Drucker (1995) apud. Chiavenato (2004), as principais características da era da informação, são mudanças muito rápidas, imprevistas e inesperadas, que tem contribuído na grande transformação mundial, onde a informação transformou o mundo, numa grande aldeia global. A informação tende a cruzar o planeta em milésimos de segundos, pois a competitividade se tornou mais intensa entre as organizações. A interação entre pessoas e organizações é complexa e incessante, engajadas em busca de qualidade de vida. As pessoas passam a maior parte do seu tempo, dentro das organizações, das quais dependem para viver. Daí, a importância do papel da ARH na vida das organizações, pois sem as pessoas, as organizações deixariam de existir, o que faz dos recursos humanos, a principal engrenagem do trinômio: Capital; Governo; Trabalhadores – detectores do conhecimento.



Conforme Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000), o planejamento estratégico deve ser dinâmico, em razão das constantes mudanças ambientais, bem como das intenções dos indivíduos nos níveis estratégicos das organizações. Eliminar os acidentes de trabalho em processos industriais é questão política de gestão, pois além de implantar programas voltados a prevenção, se faz necessário promover auditorias periódicas – monitoramento para ver se tudo está de acordo com o plano de ação.



Fase em que todas as possibilidades – probabilidades devem ser esgotadas, para depois fazer a escolha do melhor método de investigação e análise de acidentes de trabalho. Ao definir objetivos de referência, deve haver certa relatividade: onde as intenções, em geral derivadas de desejos pessoais dos integrantes do nível institucional, além da análise ambiental, identificam as oportunidades e ameaças. 



A partir daí, pode-se (re) definir a missão, conforme demonstra figura:


Figura 05 – Foco na Geração de Objetivos Organizacionais = Missão da Organização.Fonte: Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000:17)


Conforme Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000), a visão sistêmica de processos tem sido a principal causa responsável pelas grandes transformações em tempos modernos, o que de certa forma, têm garantido a sobrevivência das organizações. A adoção de programas voltados à prevenção da saúde física e mental, bem como integridade física dos trabalhadores, resultou num grande avanço tecnológico e cultural, pois tornou a empresa mais competitiva e lucrativa.



Ou seja, ser capaz de enxergar resoluções de problemas na educação dos trabalhadores implica em mudanças de culturas organizacionais, ou seja, é estar focado na busca de novos talentos humanos nas organizações. Tal comportamento significativo representa grande diferencial na esfera global, sendo fator preponderante no surgimento de uma nova filosofia, que tem garantido o crescimento e desenvolvimento das organizações.



Conforme Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000), a organização deve ser capaz de desvendar as verdadeiras causas contribuintes e favoráveis para a ocorrência de quaisquer eventos indesejáveis, para fins de inovar as ferramentas de trabalho, no intuito de combater com eficácia, possíveis ocorrências que resultem em lesões pessoais múltiplas ou em prejuízos materiais.



Os ambientes instáveis requerem mudanças, características dos tempos atuais, onde muitas dessas responsabilidades não devem ficar restritas a esses níveis, pois devem ser distribuídas ao longo da cadeia hierárquica, para fins de envolver e comprometer a todos os níveis setoriais da organização.



De acordo com Pacheco Jr., Pereira Filho e Valle Pereira (2000), a organização deve fazer uma análise ambiental mais profunda, para fins de facilitar o fluxo do processo de trabalho. Do contrário, ao se deparar com as primeiras dificuldades, terão tendências a negligenciar frente a questões conceituais que dizem respeito à eficiência e eficácia da produção de bens e serviços, garantindo produtividade, qualidade e segurança aos seus trabalhadores. A adoção de uma cultura errônea das formas estratégicas, associado aos vícios adquiridos através de experiências pessoais, induz a incorrer em erros e falhas, devido a métodos ultrapassados que agem na base da correção de rumos do fluxo de trabalho, haja vista que o foco central está voltado ao empirismo.



Executar tarefas inerentes as funções com foco nas intenções de fazer, ao invés de se ater à questão sistêmica, na qual deixa de ter a percepção do trabalho na íntegra, que incorrem em erros e falhas que tendem a virar um ciclo vicioso por se repetirem com freqüência. As conseqüências dessa cultura profissional são trabalhos re-processados, desperdícios de matérias-primas, perda de tempo, perda de credibilidade junto ao cliente, etc...



Conforme Pires no texto Despertar para os Riscos (1995), a indústria nacional, nos últimos anos, para atenuar altos índices de acidentes do trabalho, deu ênfase ao gerenciamento de riscos, procurando se adequar, antecipar, reconhecer e eliminar riscos graves e perigos iminentes em seus ambientes de trabalho. Nossa legislação é rigorosa, porém à falta de fiscalização, tem encorajado parte significativa organizações, a negligenciar e descumprir a respectiva legislação.



A sucessão de erros em processos industriais despertou em gestores de empresas e órgãos fiscalizadores: MtbE – Ministério do Trabalho e Emprego, a dar mais ênfase aos princípios básicos de segurança. Ao reduzir riscos graves e perigos iminentes, ou seja, melhorar as condições de trabalho nas organizações, teve reflexos imediatos na incidência de acidentes de trabalho no Brasil, pois declinou de forma significativa nas últimas décadas, e têm se revelado uma grande tendência mundial.



Conforme Pires no texto Despertar para os Riscos (1995), um dos fatores primordiais, a atual situação da economia nacional, passa por grandes transformações, fortes tendências relacionadas às oscilações do mercado de trabalho, pois mudou os padrões de emprego (Formal versus Informal), tem interferido nos números oficiais dos registros de acidentes de trabalho.



A incorporação da informática, bem como da robótica na modernização industrial, também tem sua parcela de interferência, haja vista que, ocorreram mudanças profundas nas características dos processos produtivos. Ao eliminar determinados riscos graves e perigos iminentes, outros foram criados, o que nos faz recorrer às fontes de literatura científica, para fins de adotar medidas preventivas e educativas alternativas sobre a ocorrência de acidentes de trabalho, o que significa dizer que é pouco provável, que a acentuada redução observada seja conseqüência de respostas a ações de prevenção postas em prática pelas empresas ou agências governamentais responsáveis.

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