Tripé de Sustentação da Prevenção = Qualidade – Produtividade – Segurança
Conforme Dieese (1994) apud. Barçante (1999), a falta de comunicação tem sido considerada como uma das principais causas reais dos problemas relativos à qualidade de produtos e serviços. A falta de comunicação pode gerar falsas expectativas, com reflexos desagradáveis em seus ambientes de trabalho, o que pode implicar em inevitáveis taxas de respostas contrárias a prevenção e, devido ao descaso para com a segurança, o não gerenciamento de riscos pode vir a culminar em acidentes de trabalho.Os PAG’s – Planos de Ações Gerenciais devem ser simples, privilegiando idéias inovadoras, criativas e economicamente viáveis. Pois, se estiverem de acordo com a realidade da organização, será possível implementar tais ações, cujas mesmas serão percebidas em curto intervalo de tempo, propiciando numa melhoria do nível de satisfação dos trabalhadores. A pessoa responsável para elaborar o respectivo plano deve fazer as seguintes perguntas: “O quê? Por Quê? Como?” (BARÇANTE, 1999).
Ter foco na qualidade de vida dos trabalhadores é promover um clima organizacional favorável para exercerem tarefas inerentes as suas funções. A adoção desta estratégia é essencial para capturar as expectativas individuais ou do grupo, associadas às expectativas da organização. A partir daí, podemos mensurar se as crenças e valores, defendidas tem sido atendidas por ambas as partes, o que vem de encontro aos anseios e responsabilidades da organização. Mapear a realidade interna e buscar caminhos para a melhoria da QTV gera fortes expectativas nos trabalhadores. As estratégias adotadas pelas organizações visam à sobrevivência, à competitividade e a melhoria da qualidade de seus bens – produtos e serviços, tendo forte influência na qualidade de vida das pessoas (BOM SUCESSO, 1997).
As práticas de valorização dos potenciais humanos, agregados ao querer fazer, onde as altas direções devem implantar o programa: QVT – Qualidade de Vida no Trabalho, no qual deve fazer várias tentativas de medir o nível de satisfação dos trabalhadores, recorrendo a relatos pessoais. Priorizar ações contribuintes para conduzir organizações à prevenção dos trabalhadores é oferecer diferenciais condizentes com os propósitos da segurança, bem como privilegiar e garantir êxito em programas específicos.
Figura 08 – Esquema Sugestões de Passos – Assertividade. Fonte: Bom Sucesso (1997:160).A Reengenharia tem a sua aceitação comprometida por muitas organizações por causa da proposta de romper com o passado e começar tudo de novo. Tal idéia assusta empresários e técnicos, em submeter organizações a processos radicais e, desprezar o que vem dando certo, em prol de rumos desconhecidos. Algumas situações que exigem mudanças drásticas com rupturas de hábitos arraigados. Para transpor tais obstáculos, bem como administrar conflitos e impasses, é preciso mudar a consciência da cultura organizacional. Não se fazem mudanças sem dificuldades ou tensões, mas existem limites aceitáveis para promover a melhoria contínua (BOM SUCESSO, 1997).
Ao identificar e reconhecer riscos graves e perigos iminentes é prudente a adoção de modelos de gestão, tais como: Qualidade Total; Reengenharia de Processos e Downsizing, que podem exercer grande influência na luta contra a erradicação dos acidentes do trabalho e doenças profissionais ou ocupacionais. Ter a percepção da importância de gerenciar não conformidades capazes de gerar agravos à saúde, bem como danos a integridade física dos trabalhadores, significa garantir e lograr êxito no plano de ação proposto (DE CICCO, 1997).
Para gerar bons resultados, é de suma importância conhecer, bem como ter domínio acerca do gerenciamento de riscos, para fins de promover tal melhoria contínua. Mediante levantamento de dados, passamos a ter noção dos esforços despendidos, pois passam a ser de conhecimento de todos (Registros de acidentes de trabalho e doenças profissionais ou ocupacionais), cujos números são alarmantes no Brasil, bem como no exterior e que vem a representar um gasto de altas cifras (DE CICCO, 1997).
Figura 09 – Tripé de Sustentação da Qualidade (SEGURANÇA – QUALIDADE – PRODUTIVIDADE).Fonte: Criação do Acadêmico.As palavras produtividade e qualidade permeiam toda a sociedade, como sendo um dos frutos da globalização econômica. Garantir um padrão de qualidade na linha de processos do segmento de vidros requer observações associadas aos trabalhadores em relação às características dos riscos que a atividade impõem.
Conforme Palmer (1976:107) apud. Carvalho e Nascimento (1998:303), “A principal finalidade da ergonomia consiste em harmonizar a relação homem-máquina, adaptando esta às peculiaridades daquele que a opera”. OU seja, cabe ao projetista conhecer essas limitações e, na medida do possível, tomar as providências necessárias para manter os trabalhadores fora destas faixas de risco.
A NR–17, Ergonomia, deve ser aplicada em sua íntegra nos postos de trabalho, procurando identificar e reconhecer fatores de riscos graves e perigos iminentes, antes que estes gerem conseqüências aos trabalhadores expostos aos respectivos postos de trabalho. A implantação do projeto de ergonomia deve contemplar as necessidades dos trabalhadores, a fim de satisfazer os anseios da empresa, bem como atender a legislação em vigor, além de promover o bem estar dos trabalhadores em geral.
Figura 10 – Ergonomia – Adaptar Máquinas ao Homem.Fonte: Palmer (1976:107) apud. Carvalho e Nascimento (1998:303).Para Carvalho e Nascimento (2002:303), “A relação homem versus máquina consiste em envolver a máquina ao trabalhador”. Ou seja, “Tanto o operário como o componente físico de suas tarefas, têm características e que exigem tratamento diferenciado para cada situação de trabalho”. Esta associação pode se tornar uma ferramenta de indicação dos setores ou tarefas de maiores riscos ambientais inseridos no ambiente de trabalho.
O tratamento diferenciado, citado pelos autores, faz parte de uma série de decisões prevencionistas a serem tomadas no aspecto ambiental e ergonômico, as quais merecem a atenção especial dos gestores, principalmente quando esta gestão está voltada para o setor industrial, que é o mais afetado, por apresentar um número elevado de tarefas repetitivas de características insalubres e perigosas.Conforme Carvalho e Nascimento (1992:77) e (1992:153), “Recrutar os bons, para dentre eles selecionar os melhores, é a palavra de ordem, onde e quando a eficiência constitui o objetivo a atingir” e “Aprender significa modificar a conduta e não, simplesmente, acumular conhecimentos”.
As empresas que têm a percepção a tempo, de entender as frases descritas acima, têm menos dificuldades para enfrentar os novos tempos, haja vista que o segredo do sucesso está nas pessoas que formam as equipes de trabalho auto geridas destas organizações que aprendem. Este tem sido o grande segredo das empresas bem sucedidas, que atingem com êxito os seus propósitos muito antes das concorrentes, sendo estas denominadas TOP de linha ou líderes de mercado, onde a conquista se deve as pessoas que trabalham nas respectivas organizações de sucesso.
Figura 11 – FORÇAS EM TRANSFORMAÇÃOFonte: Criação do Acadêmico.
Os fatores humanos, incluindo cultura, políticas, etc., dentro das organizações, podem determinar ou destruir a eficácia de qualquer SGQ – Sistema de Gestão de Qualidade, e devem ser considerados na implementação do processo. A alta administração da organização deve definir, documentar e ratificar sua política voltada a SST – Saúde e Segurança do Trabalhador. A administração deve se assegurar que a política voltada a SST, contemple os seguintes itens:
Ü Reconhecer a SST como parte integrante do desempenho dos seus negócios;Ü Alcançar um alto nível de desempenho da SST, em conformidade com os requisitos legais, bem como para a melhoria contínua do desempenho em termos de custo-eficácia;Ü Fornecer recursos adequados e apropriados para implementar a política;Ü O estabelecimento e publicação dos objetivos da SST, mesmo que somente através de comunicação interna;Ü Colocar a gestão da SST como uma primeira responsabilidade dos gerentes de linha, do mais alto executivo ao primeiro nível de supervisão;Ü Assegurar seu entendimento, implementação e manutenção em todos os níveis da organização;Ü O envolvimento e consulta aos funcionários para obter comprometimento dos mesmos em relação à política de SST e sua implementação;Ü A análise crítica periódica da política e do Sistema de Gestão, e a auditoria de conformidade com a política;Ü Assegurar que os funcionários de todos os níveis recebam treinamento apropriado, e sejam competentes para executar seus deveres e responsabilidades (DE CICCO, 1997).Conforme De Cicco no texto A Parte Central (1997:49-52), é importante que o sucesso, ou falha de qualquer atividade planejada possa ser claramente percebido. Isso envolve a identificação dos requisitos de SST e o estabelecimento claro dos critérios de desempenho: “(a) Definir o que é para ser feito; (b) Definir quem é o responsável; (c) Definir quando é para ser feito; (d) Definir qual o resultado desejado”.
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PREVENÇÃO |
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O que Fazer? |
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Quem Fará?
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Quando Fará?
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Como Fazer?
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Figura 12 – Objetivos da Segurança e Medicina do TrabalhoFonte: Criação do Acadêmico.
Conforme De Cicco no texto A Parte Central (1997:49-52), as organizações devem tomar providências para assegurar que os documentos estejam atualizados e sejam aplicáveis aos propósitos para os quais foram criados, para que tais atividades sejam conduzidas de forma segura, de acordo com as medidas definidas: “(a) Definir a alocação de responsabilidades, inclusive financeira, na estrutura de gestão; (b) Assegura que as pessoas tenham a autoridade necessária para desempenhar as suas responsabilidades; (c) Alocar recursos adequados dimensionados ao seu porte e natureza”. A maioria das pessoas associa sistemas de qualidade a inspeções, testes e auditorias.
Na verdade, essas atividades são formas de avaliações que identificam e permite a correção de erros e falhas depois de ocorrido o fato. A auditoria interna é um dos elementos fundamentais na Gestão da Saúde e Segurança do Trabalho – SST, pois através de fatos consumados, servirão de subsídios confiáveis para fins de orientar e nortear a tomada de decisões, bem como otimizar procedimentos atuais e futuros.
O Check List utilizado nas auditorias é uma técnica muito eficaz, ferramenta imprescindível que nos permite fazer uma leitura criteriosa a despeito de um determinado ambiente em um certo espaço de tempo. Onde, através de registros verdadeiros e confiáveis, servirão de base para mensurar a extensão de um determinado problema ou fato (DE CICCO, 1997).
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